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Imagens que ajudam a não esquecer
Exposição corre o mundo levando a herança dos juízes italianos Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, assassinados pela Mafia

«Jornal do Magistrado» (órgão oficial da Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB) - XII, número 68, Brasilia, março a junho de 2002

As imagens, mais do que as palavras, ajudam a não esquecer. Com esta convicção, os fotógrafos italianos Giuliano e Cesare Di Cola idealizaram uma exposição itinerante, com 40 trabalhos que buscam reconstruir os trágicos acontecimentos que culminaram nos massacres de Capaci (23 de maio de 1992) e Via d'Amelio (19 de julho de 1992), onde foram mortos Giovanni Falcone, sua mulher, Francesca, Paolo Borsellino e seus guardacostas. Entre os anos 70 e 90, um pequeno grupo de 10 magistrados italianos foi encarregado de investigar uma série de crimes envolvendo grandes chefes da Mafia, políticos, empresários e funcionários públicos. Nem o isolamento nem a proteção de seguranças 24 horas por dia puderam evitar os atentados contra dois deles. O impacto da tragédia deu origem à Operação Mãos Limpas.
Inaugurada em 19 de julho de 1993, em Palermo (Sicilia), a exposição percorreu escolas e universidades na Italia, com o intuito de reacender emoções, reforçar a indignação e renovar nos amantes da justiça a vontade de jamais se render ao crime organizado.
“Seria reconfortante poder enxergar nessas imagens apenas um passado distante e estranho à nossa realidade, mas o Brasil ocupa hoje um posto-chave na estratégia globalizada do crime, e è quase impossível não traçarmos um paralelo com o nosso País”, afirma a organizadora da exposição no Rio, Silvia Monte, lembrando que “comandos neomafiosos fazem valer aqui a sua lei, tornando-nos reféns de uma cultura de criminalidade, medo, clientelismo e corrupção”.
Mais detalhes da exposição, que visitou a Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), podem sem encontrados no site www.pianetacalabria.com.

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Un particolare ringraziamento a Vittorio Giardino (autore del logo dell'Archivio Di Cola) e a Luca Luciano (per la collaborazione musicale).
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